A armadilha das Expectativas

Essa semana me aventurei assistindo a animação do Pequeno Principe, de 2015. Uma das passagens que mais me chamou atenção foi da raposa conversando com o pequeno principe, citando essa frase: "Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".


Muito compartilhada nas redes sociais, também encontro esta frase embutida nas falas dos meus pacientes no meu consultório, e não perco a oportunidade de colocar em reflexão todo o conteúdo que ela traz, pois sua essência aborda um hábito que pode nos causar muita dor: EXPECTATIVAS!


Aqui não vou abordar a questão da responsabilidade emocional - que todos deveríamos ter. O foco esta em perceber o quanto depositamos no outro a responsabilidade que deve ser nossa, o poder e controle de como nos sentimos.


É preciso olhar pra essa armadilha: eu me torno responsável pela expectativa que cativo EM MIM! Preciso aprender a cuidar desse jardim das expectativas. "Podar" quando elas criarem proporções irracionais, desnudar suas raizes...


As expectativas estão sempre relacionadas aos nossos desejos e se moldam de acordo com nossa história de vida. A questão é que eu crio uma expectativa e deposito NO OUTRO a responsabilidade da concretização dela - ou seja, tiro de mim.


Quando eu entendo essa dinâmica, posso pegar de volta essa responsabilidade e me tornar protagonista da minha vida, dos meus desejos, curar-me das frustrações e, além disso, liberto o outro do papel de me satisfazer frente as expectativas que EU CRIEI.


Outra questão relacionada a isso que surge muito no consultório é como se as expectativas se tornassem as vilãs e devessem ser exterminadas. Isso não é real! E nem justo conosco mesmos! EXPECTATIVAS MOVEM NOSSAS VIDAS! Sem expectativa não há ação, é solo que não cresce nada.


O problema não é criar expectativas, mas sim não nos responsabilizarmos por elas, depositar no outro a responsabilidade de nos satisfazer e terceirizar a culpa. Então fique ligado! Se observe! E cuide de suas expectativas


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